Rio - A maioria dos leitores do O DIA Online aprovou o título da Unidos da Tijuca como campeão do Carnaval de 2012 do Rio. Através de enquete, 67% ds leitores informou ter gostado do resultado da apuração desta quarta-feira, na Praça da Apoteose. Apenas 33% dos leitores não ficaram feliz com o título da Azul e Amarela.
O título
Luiz Gonzaga nunca poderia imaginar que estaria um dia na Sapucaí sendo coroado rei diante da presença de Elizabeth II, Pelé, Michael Jackson, Roberto Carlos e tantos outros. Isso só poderia mesmo ser criação do carnavalesco Paulo Barros, que com seu talento e criatividade ajudou a Unidos da Tijuca a sagrar-se a grande campeã do Carnaval e conquistar o terceiro título de sua história (1936, 2010 e 2012). O resultado foi anunciado após uma apuração emocionante nesta quarta-feira, na Praça da Apoteose.
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Penúltima escola a desfilar na segunda-feira, a Unidos da Tijuca, que foi vice em 2011, fez uma homenagem ao centenário do autor de "Asa Branca". Quem achava que a escola iria fazer um desfile biográfico, no entanto, enganou-se. A criatividade sem limites de Paulo Barros criou uma "viagem arretada" na qual reis de todo o mundo visitavam o sertão nordestino e conheciam a atmosfera que inspirou o Rei do Baião a compor clássicos da MPB.
A bateria de mestre Casagrande garantiu a sustentação do ritmo com competência e diversas paradinhas, sendo bastante aplaudida pelo público. O carro de som, comandado por Bruno Ribas, contou com o auxílio luxuoso de um sanfoneiro. Em sua estreia na Tijuca, Gracyanne Barbosa abusou da sensualidade e chamou a atenção das arquibancadas.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira Marquinhos e Giovanna deu um show de profissionalismo, entrosamento e encantou com seu bailado. A dupla inovou e desfilou interagindo com um cenário que lembrava o sertão. Uma verdadeira lição de como usar e aproveitar os chamados "guardiões" de maneira adequada.
Gracyanne Barbosa exibiu seu corpo à frente da bateria da Tijuca | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Bastante aguardada pelo público, a comissão de frente representou a sanfona de Luiz Gonzaga com integrantes se transformando no instrumento, mas não teve o efeito arrebatador verificado nos anos anteriores. Mesmo assim, a agremiação do Borel fez história novamente e agora pode comemorar.
"A união dessa equipe toda motivou a vitória. A gente trabalhou muito e graças a Deus somos campeões", vibrou a coreógrafa da comissão de frente, Priscila Motta.
Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
A ordem após apuração ficou assim:
1º - Unidos da Tijuca
2º - Salgueiro
3º - Vila Isabel
4º - Beija-Flor
5º - Grande Rio
6º - Portela
7º - Mangueira
8º - União da Ilha
9º - Mocidade
10º - Imperatriz
11º - São Clemente
12º - Porto da Pedra
13º - Renascer de Jacarepaguá
2º - Salgueiro
3º - Vila Isabel
4º - Beija-Flor
5º - Grande Rio
6º - Portela
7º - Mangueira
8º - União da Ilha
9º - Mocidade
10º - Imperatriz
11º - São Clemente
12º - Porto da Pedra
13º - Renascer de Jacarepaguá
Mola da Tijuca ferve a Sapucaí
Um ex-ginasta romeno foi a ‘mola humana’ que levou a Sapucaí ao delírio quando a Unidos da Tijuca entrou na Avenida, na madrugada de terça-feira. Formada por 15 bailarinos, a comissão de frente com sanfonas que ganhavam vida e a performance importada do atleta, como fole multicolorido que se agigantava, rebolava e se enroscava, arrancou gritos de ‘É campeã’ já no Setor 1.
Sanfona 'Viva'
O treinamento foi à distância. “Fizemos ensaios Rio-Orlando, mandando e recebendo vídeos”, conta Priscilla Mota, coreógrafa da comissão com o marido, Rogério Negri. O artista ensinava seus movimentos e aprendia a história de Luiz Gonzaga. “Tivemos de abrasileirar o Veniamin”, brinca ela.
As sanfonas eram abertas e dançavam. Ao fim do número, os personagens Maria Bonita e Lampião, abriam porta de onde saía um fole – a mola da sanfona – que rolava pelo chão e fazia acrobacias. “Além de usarmos a canção ‘Vida de Viajante’ como referência, queríamos fazer como se a sanfona ganhasse vida e saísse para pular Carnaval”, explica Priscilla.
Veniamin ensinou como se movimentar dentro da mola. “Dentro da vestimenta, não há como ver e escutar bem. Naquela estrutura, ele mistura contorcionismo e ilusão, que fazem parecer que ele tem mais de 2 metros”, revela Priscilla. Foram três meses de ensaios que, no último mês, foram diários e com oito horas de duração. “Foram muitas noites e madrugadas treinando”, conta Tatiana Mello, 31, a Maria Bonita.
Fonte:O Dia Online

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